"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."Nelson Mandela
SAPUCAIA DO SUL/RS
segunda-feira, 26 de julho de 2010
PROJETO
Literatura...
Aulas de literatura devem ser sempre bem criativas pois estas despertam muito o interesse dos pequenos pelos livros infantis.O livro é uma porta para um mundo cheio de magia e descobertas.Cabe a nós educadores o papel de intermediadores deste contato maior entre a criança e o mundo da literatura!
A Bonequinha Preta
Esta com certeza é uma das minhas favoritas,através deste maravilhoso livro podemos trabalhar tantas coisas boas com nossos alunos.A questão da desobediência,do amor,do egoísmo e até a questão das nossas raças.
Dicas:
* Leve o livro e uma bonequinha preta(feita de pano)para a sala de aula,mas prepare todo o ambiente para que os alunos fiquem curiosos para saber do que se trata.
* Decore uma caixa com papéis coloridos e fitas,será uma caixa surpresa e dentro coloque o livro e a bonequinha.Espalhe pela sala,cartazes pequenos com desenhos que possam levar as crianças a fazerem perguntas,desenhe por exemplo:A roupinha da boneca, o sapatinho,um gatinho,etc...
Quer continuar lendo?http://bancodeatividades.blogspot.com/2009/11/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra_04.html
domingo, 11 de julho de 2010
O Barulho da Carroça

| Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa lareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça. - Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia. Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz. Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura ,de forma inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: "Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz..." (Autor desconhecido) |
sexta-feira, 9 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Conheça instrumentos musicais e animais africanos jogando
Clique na imagem para jogar
Saiba mais sobre os instrumentos musicais afro-brasileiros e conheça os animais do continente africano em dois joguinhos online!
Um deles é o Tocando Junto. Neste jogo, você irá conhecer vários instrumentos de origem africana, ouvir o som de cada um deles e tocar junto com a banda.
Para jogar, você deve escolher uma das 3 músicas. Em cada música, há um grupo de instrumentos. Você poderá escutar a música e depois tocar junto com o computador. Escolha sua música e divirta-se! (ATENÇÃO: PARA JOGAR É NECESSÁRIO USAR FONE DE OUVIDO)
Clique para jogar
O outro jogo é o Fui à África e vi... Com ele você vai até a África conhecer os animais daquele continente e exercitar a sua memória!
Para jogar, basta repetir a seqüência de animais que o computador fizer. Por exemplo: O computador vai apresentar “leão”. Então, o desenho do leão vai aparecer e desaparecer. Você deve clicar com o mouse imediatamente sobre o “leão” desenhado no mapa. Depois o computador vai repetir “leão” e mais outro animal, sempre acrescentando mais um à lista. E você deve sempre clicar sobre os animais que ele apresentou, repetindo a ordem da seqüência, sem errar.
Dê um passeio pela África e boa sorte!
O A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro – a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial.
fonte:http://blog.acessasp.sp.gov.br/index.php?itemid=2924
INSTRUMENTOS MUSICAIS DE ORIGEM AFRICANA
INSTRUMENTOS MUSICAIS DE ORIGEM AFRICANA
Afoxé: Idiofone tradicional do Brasil, de origem africana, constituído por uma cabaça rodeada por miçangas (que podem ser de materiais diversos), ligadas por uma espécie de rede. Quando o executante as raspa contra a superfície da cabaça, produz o seu som característico. O afoxé moderno tem uma configuração e materiais diferentes da tradicional tornando-se mesmo mais resistente do que as cabaças naturais.
Agogô: Idiofone tradicional de metal que entrou no Brasil por via africana. É constituído por duas campânulas de metal, percutidas por uma vareta do mesmo metal. O agogô de metal é utilizado nas danças de origem africana e similares (capoeira, e candomblé, por exemplo).
Arghul: Aerofone de palheta simples constituído por dois tubos muito freqüente no Norte da África.
Balafon: Xilofone artesanal (constituído por placas de madeira ordenadas, de diversos tamanhos) e com cabaças de ressonância por baixo, tem diversos nomes conforme a região e o país africano: bala, balo, kponimbo, madimba, kundu, marimba, valimba, endara, shijimba, silimba, medzang, dyomoro, rongo, mbira mutondo, mbila, timbila, balangui, akadinda, kalanba, ilimba, baza, dimba, madimba, dipela, elong, dzil.
Bendir: Membranofone com origem no Norte de África, designadamente em Marrocos. É uma espécie de tamborim, com cordas esticadas no interior, junto à pele.
Berimbau: Instrumento de percussão em forma de arco retesado por um arame e uma pequena cabaça de ressonância, levado de África para o Brasil, onde é muito utilizado na "capoeira", que representa de modo especial. A corda percute-se com uma pequena vara.
Caxixi: Instrumento tradicional brasileiro usado na "capoeira", é constituído por um cesto de vime em forma de chocalho encerrado no fundo uma cabaça que contém sementes.
Chiquitzi: Palavra shangana (Moçambique) que designa um chocalho de mão constituído por uma caixa feita de caniço fino e sementes ou pequenas pedras no interior. Trata-se de um instrumento essencialmente tocado por mulheres e em festas de casamento.
Conga ou Atabaque: Membranofone muito utilizado nos ritmos do Caribe e no Candomblé. É um tambor alto com sonoridade grave, de altura regulável. Pode ser tocada com os dedos e as mãos.
Cuíca: Instrumento de fricção de origem bantu, tradicional do Brasil muito usado no Carnaval. Aparentemente é um tambor, mas tem uma varinha encostada à pele, no interior. É a fricção da vara que produz.
Djimba: Xilofone nativo do Congo.
Djembe: Membranofone de origem africana da Guiné, pertencente à família dos tambores de taça. Tem um corpo de madeira esculpido em forma de cálice, com esticadores a toda volta.
Ganzá: Instrumento musical de percussão, semelhante a um chocalho, originalmente feito de gomos de bambu grosso com sementes em seu interior, hoje, geralmente e feito de folha-de-flandres em forma cilíndrica, contendo em seu interior pedaços de chumbo ou seixos.
Ghaita: Aerofone de palheta dupla do Norte de África usado pelos encantadores de serpentes. Al ghaita ou al ghaida designa um instrumento semelhante ao surnay, uma espécie de oboé usado em dias festivos.
Kalangu: Membranofone africano.
Kalimba: Instrumento africano de carácter religioso constituído por cerca de 22 a 28 placas metálicas sobre uma pequena caixa de madeira, tocadas com os dedos do executante. Instrumento muito importante na África sub-saariana.
Korá: Cordofone africano do Senegal com caixa de cabaça e pele esticada, com braço de madeira, duas pegas e cordas de nylon dedilhadas.
Lira Africana: Cordofone dedilhado, é um instrumento tribal muito antigo e construído de modo bastante rudimentar.
Quissanga: Instrumento angolano constituído por pequenas barras de metal de diversos tamanhos, presas a uma base de madeira e tocadas pelos dedos polegares.
Reco-reco: Idiofone tradicional com formas muito variadas, pertence à família dos idiofones de raspagem, dentro do grande grupo dos instrumentos de percussão. Uma vara de madeira mais fina raspa a parte que tem cordes ou saliências, produzindo-se um timbre muito característico. Há reco-recos de madeira, de metal e mistos.
Senza: Instrumento feito de lâminas de metal. Este tipo de idiofone está espalhado um pouco por toda a África.
Ud: Também chamado barbat, é cordofone dedilhado originário do Norte de África, com braço curto e caixa de ressonância em forma de pêra, sendo as costas abauladas.
Uffataha: Flauta africana.
FONTE:http://www.uniblog.com.br/nacoeseaculturadacor/85013/no-rufar-dos-tambores.html
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Plantinha da amizade 27/06/10


Você deve regá-la dia após dia, com palavras de Carinho e Sinceridade, adubá-la com Respeito e Dedicação e deixar que o sol do amanhecer ilumine e aqueça suas raízes para que ela possa crescer sempre forte e bonita! Essa plantinha, quando nova aparenta pouca importância, ou até mesmo sem vida.quarta-feira, 23 de junho de 2010
Discurso da escritora Nigeriana Chimamanda Adichie
Para acessar a legenda clique em view subtitles.
BONECAS ABAYOMI : Profª Cínthia, espero que seja isto que estavas procurando. Abraço!
Passo-a-passo da confecção da Abayomi:
As bonecas de trapo também fazem parte da cultura brasileira. As bonecas negras Abayomi: boneca de pano, sempre negra, de confecção muito simples, que não utiliza cola nem costura e os retalhos são apenas amarrados. De formas e tamanhos variados (de 2cm a 1,5m), representam figuras mitológicas, do cotidiano, personagens circenses, manifestações folclóricas e culturais.
As bonecas Abayomi são totalmente feitas de nós.
De forma simples, sem costura. Nessas bonecas e bonecos eles representam pessoas que conhecem ou imaginadas. Mais tarde estas bonecas poderão fazer parte de um jogo social (RPG) onde as crianças, além de criar os personagens, imaginam, elaboram e interagem com a vida comunitária destes personagens.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
PRÊMIO DARDOS
É com grande satisfação que compartilho com vocês o recebimento do PRÊMIO DARDOS para nosso blog.
Agradeço muito a Denise e a todos vocês que seguem e visitam nosso blog, digo nosso porque é blog é para vocês.
Este selo é o reconhecimento a blogueiros/as que levam a sério a questão afro e o cumprimento da lei 10.639, especialmente por buscarem uma sociedade plural, que compartilhe a sua cultura de maneira expressiva, valorizando suas característica multirraciais.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O Tesouro do Baobá

Num dia de grande calor, um lebrão parou à sombra de um baobá, sentou-se na erva e, contemplando ao longe a restolhada sob o vento a soprar, sentiu-se infinitamente bem. «Baobá», pensou ele, «como é leve e fresca a tua sombra ao braseiro do meio-dia!» Levantou o focinho para os ramos poderosos. As folhas estremeceram, felizes, devido aos pensamentos simpáticos que se lhes dirigiam. O lebrão riu-se, vendo-as contentes. Ficou calado por uns instantes e depois, piscando o olho e batendo com a língua, tomado de malícia jovial, disse:
— A tua sombra é boa, é claro, seguramente melhor do que o teu fruto. Não quero maldizer, mas o que me pende sobre a cabeça tem todo o ar de um odre de água morna.
O baobá, despeitado de ouvir assim duvidar dos seus sabores depois do elogio que lhe abrira a alma, entrou no jogo. Deixou cair o fruto num tufo de erva. O lebrão farejou-o, provou-o, achou-o delicioso. Depois devorou-o, lambeu o focinho e balançou a cabeça. A grande árvore, impaciente por ouvir o seu veredicto, susteve a respiração.
— O teu fruto é bom — admitiu o lebrão.
Depois sorriu, retomou a alegria impertinente e acrescentou:
— Seguramente é melhor do que o teu coração. Perdoa-me a franqueza: o coração que bate em ti parece-me mais duro do que uma pedra.
O baobá, ouvindo estas palavras, sentiu-se invadido por uma emoção que jamais experimentara. Oferecer a este pequeno ser as suas belezas mais secretas, Deus do céu, era seu desejo, mas, assim de repente, que medo tinha de as descobrir! Lentamente entreabriu a casca. Então apareceram colares de pérolas, panos bordados, sandálias finas, jóias de ouro. Todas estas maravilhas que enchiam o coração do baobá escorreram em profusão diante do lebrão, cujo focinho tremeu e cujos olhos se arregalaram.
— Obrigado, obrigado. És a melhor e a mais bela árvore do mundo — disse ele, rindo como uma criança satisfeita e apanhando febrilmente o magnífico tesouro.
Voltou a casa com as costas dobradas por todos esses bens. A mulher acolheu-o, pulando de alegria. Aliviou-o depressa de tão belo fardo, vestiu panos e sandálias, ornou o pescoço de jóias e saiu para o mato, impaciente de ser admirada pelas companheiras.
Encontrou uma hiena. Esse cadáver, ofuscado pelas invejáveis riquezas que passavam por si, foi imediatamente à toca do lebrão e perguntou-lhe onde tinha encontrado aqueles ornamentos soberbos com que se vestia a esposa. O outro contou-lhe o que tinha dito e feito à sombra do baobá.
A hiena correu para lá com os olhos inflamados, ávida dos mesmos bens. Jogou o mesmo jogo. O baobá, que a alegria do lebrão tinha verdadeiramente rejubilado, de novo se agradou de dar a sua frescura, depois a música da sua folhagem e o sabor do seu fruto, finalmente a beleza do seu coração.
Mas, quando a casca se abriu, a hiena atirou-se às maravilhosas oferendas como sobre uma presa e, escavando com unhas e dentes as profundezas da velha árvore para dela ainda arrancar mais coisas, pôs-se a resmungar:
— E nas tuas entranhas o que há? Também quero devorar as tuas entranhas! Quero tudo o que tens até às tuas raízes! Quero tudo, ouves?
O baobá, ferido, dilacerado, tomado de medo, guardou os seus tesouros, e a hiena, insatisfeita e furiosa, voltou de mãos vazias para a floresta. Desde esse dia que procura desesperadamente oferendas ilusórias nos animais mortos que encontra, sem nunca ouvir a brisa singela que acalma o espírito. Quanto ao baobá, já não abre a ninguém o seu coração. Tem medo. É preciso compreendê-lo: o mal que lhe fizeram é invisível, mas incurável.
Em verdade, o coração dos homens é semelhante ao desta árvore prodigiosa: cheio de riquezas e benefícios. Porque se abrirá tão pouco, quando se abre? De que hiena se lembrará?
(recriação de Henri Gougaud)
A Árvore dos Tesouros
tradução de Maria do Rosário Pedreira



