SAPUCAIA DO SUL/RS

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Formação: II Seminário da Cultura Afro-brasileira e Africana








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II Seminário da Cultura Afro-brasileira e Africana – 11 e 12 de maio de 2010

Educação e diversidade na rede municipal de Sapucaia do Sul

Abordar as leis 10.639 e 11.645 serve para apontarmos uma defasagem: histórica, social, epistemológica e pedagógica. Em 2003 e 2008 a necessidade de fazer presente em nossos currículos a história, a cultura, a religiosidade, a estética e o trabalho dos nossos ancestrais concretizou-se em duas leis: daí a defasagem. Transformada em atos legais, a inclusão no currículo do passado indígena (termo cunhado pelos colonizadores, que talvez pensassem estar em terras indianas) e dos negros não deve ser menosprezada por nós educadores.

A questão que colocamos é a seguinte: havia a necessidade de transformar em lei a nossa história para que não a “esquecêssemos” em nosso trabalho pedagógico? Não. Mas por que, afinal, foram as leis que nos “obrigaram” a garantir o espaço para os índios e descendentes dos africanos (berço da civilização) em nossos currículos? A resposta é ao mesmo tempo complexa e simples. Simples porque relegamos a um segundo plano os assuntos que não conhecemos, tratando de maneira quase caricatural temas relevantes - daí a necessidade de formação específica e continuada. Complexa, por outro lado, porque as ciências humanas na América Latina sofreram uma profunda influência ideológica e epistemológica do pensamento europeu. A esse processo denominamos eurocentrismo: o exercício epistemológico de perceber a Europa enquanto centro, referência precípua da explicação e entendimento sobre a realidade.

Deriva daquela herança quase toda noção que desenvolvemos sobre o nosso passado. Enfocamos a história pregressa da humanidade a partir dos “olhos” do colonizador, por isso ainda hoje alguns teimam em utilizar, erroneamente, o Descobrimento (em maiúsculo) para definir a invasão do elemento europeu em nosso território. Livros didáticos pelo país afora ainda repetem esse grave erro histórico, invertendo a lógica interpretativa sobre o processo que nos fez brasileiros.

Primeiros habitantes, aqueles que foram batizados de índios (com esse ato padronizava-se forçosamente um conjunto diversificado de grupos humanos que habitava boa parte do território nacional) teriam nos legado muito mais do que hoje sabemos sobre eles. Ao longo da invasão colonialista, boa parte da cultura desses povos perdeu-se irrecuperavelmente. Hoje tratamos sobre as poucas “sobras” de uma cultura que fora riquíssima. Estamos aqui, dessa forma, para que esse pouco que sobrou não se perca totalmente, pois o confisco do nosso passado só serve para nos submeter a um “destino” histórico que nos foi imposto, num ato de barbárie daqueles que se diziam imbuídos de uma missão civilizatória. Os invasores aqui chegaram tão-somente para enriquecer, mesmo que a custa de milhões de vidas. E essas vidas, em larga medida, eram daqueles que poderiam ter dado outra orientação à nação que construímos; quem sabe mais fraterna, solidária e igualitária. Essa possibilidade histórica, no entanto, naufragou. Não deixemos, porém, que o que restou se perca no “esquecimento” dos nossos currículos. Não existe motivo para continuarmos a apresentar apenas a história do vencedor, pois esse enfoque teve um custo social que não devemos perpetuar.

Os primeiros habitantes do nosso território foram explorados em seu conhecimento das nossas terras e como mão-de-obra não paga. Posteriormente, os africanos que aqui adentravam por vias do tráfico internacional também eram reduzidos à escravidão, em um processo de “coisificação” cujas bases explicativas nos remetem a muitos cientistas da época, unânimes em argumentar que esses povos não possuíam alma. A ciência legitimava, assim, um perdão prévio àqueles que brutalizassem os “desalmados”. Quando nos posicionamos sobre a questão das cotas temos que tentar considerar os efeitos profundos que aqueles postulados científicos tiveram no desenvolvimento cultural de gerações dos “não dotados” de alma. Temos condições de nos colocar no lugar de tantas e tantas gerações desconsideradas do ponto de vista da humanização?

Violência: essa foi a marca do tratamento conferido aos nossos ancestrais. Ao longo de séculos (e hoje em dia como são tratados os descendentes dos índios e negros?), a agressão foi a regra. Hierarquizada a partir da cor da pele, da cultura, dos anseios e da religiosidade, a sociedade brasileira firmava-se com as bases profundas da desigualdade, o que até hoje parece ser a norma.

Como educadores, pretendemos explicar que a desigualdade é antinatural, pois é um produto da forma como percebemos e, por consequência, tratamos o outro. Refletir sobre a necessidade de fazermos valer as leis 10.639 e 11.645 faz com que pensemos no ato corriqueiro de humanidade ao tratarmos cada um dos nossos educandos. Ao sabermos um pouco mais sobre o nosso passado aprofundamos o nosso comprometimento com o futuro que construímos em nossa cotidianidade.


Vanderlei Genro – licenciado, bacharel e mestre em História. Diretor pedagógico da SMED, Sapucaia do Sul.



domingo, 16 de maio de 2010

A História da Pinga (Aguardente)


Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o
novo e levaram os dois ao fogo Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome
‘PINGA’.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de
‘ÁGUA-ARDENTE’.
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
História contada no Museu do Homem do Nordeste

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Recadinho de Rodrigo Reis para vcs!

Sou cineasta e acabo de colocar no ar meu filme de curta-metragem "OMULU". Uma homenagem que fiz à Umbanda, aos Orixás, aos arquétipos da Umbanda, com influências de Pierre Verger, e o cinema moderno. Quero convidá-los a assistir o filme que está na internet no site da Vimeo:
http://vimeo.com/11021137

Obrigado

Rodrigo Reis

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Grandes personagens negros

História

José do Patrocínio, o abolicionista, era negro. João Cândido, o mestre-sala dos mares, comandante da Revolta da Chibata, tema de um dos mais belos sambas-enredo do carnaval carioca ("Há muito tempo nas águas da Guanabara, um dragão do mar apareceu, na figura de um velho feiticeiro, que a história não esqueceu. Conhecido como almirante negro..."). O Mulato Cosme, da Revolta da Balaiada, é outro herói pouco conhecido.

Esportes

Grandes personalidades negras marcaram a história do esporte no Brasil. Pelé, que já engraxou sapatos aos 11 anos de idade, aos 17 foi campeão mundial de futebol e hoje é considerado o atleta do século XX. Aqui, especialmente, o Brasil tem uma enorme dívida para com os negros, pois eles são os mais premiados em praticamente todas as modalidades esportivas.

Artes

Nas artes muitos negros se destacaram com obras belíssimas, como Aleijadinho, com suas esculturas em madeira e pedra-sabão; Agnaldo Manoel dos Santos, com suas esculturas de orixás; José da Paixão Silva, com suas gravuras que retratam a vida dura dos subúrbios; e o artista plástico Emanoel Araújo, ex-diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Literatura

Na arte de escrever temos grandes escritores como João da Cruz e Souza, o principal poeta do movimento simbolista, e Carolina Maria de Jesus, que se tornou conhecida internacionalmente com o livro Quarto de Despejo. Machado de Assis e Lima Barreto eram mestiços.

Música

O compositor e instrumentista Pixinguinha foi um dos maiores flautistas de todos os tempos e responsável pela popularização de instrumentos musicais afros no Brasil. Outro destaque é Antônio Carlos Gomes, que criou a grande ópera O Guarani, baseada no romance homônimo de José de Alencar. Chiquinha Gonzaga tinha origem mestiça. Tia Ciata, na casa de quem se reuniram os músicos cariocas do começo do século XX, ainda hoje é venerada pela comunidade negra.

Medicina e engenharia

Mas não é só nas artes que os negros se destacaram. Na medicina também, com o médico Juliano Moreira, que se tornou famoso por seu empenho na aprovação de leis de assistência aos doentes mentais. Na engenharia o destaque fica para os irmãos Rebouças. André Pinto Rebouças participou da construção do porto da cidade do Rio de Janeiro e das principais docas dos Estados de Pernambuco, Maranhão, Paraíba e Bahia. Seu irmão, Antônio Pereira Rebouças, construiu a estrada de ferro Paranaguá–Curitiba.

Grandes mulheres

Dandara foi uma das grandes líderes do Quilombo dos Palmares ao lado de Zumbi e foi assassinada em combate contra os portugueses. Na política, Theodosina Rosário Ribeiro foi a primeira deputada negra da Assembléia Legislativa de São Paulo e luta pelos interesses da comunidade negra. Nas artes, a atriz Ruth de Souza fundou o Teatro Experimental do Negro, já fez dezenas de peças, novelas e filmes. Zezé Motta, que fez Chica da Silva no cinema, hoje trabalha pela colocação de atores negros no mercado. A lista é imensa.

RITUAL DE CONSAGRAÇÃO


O ritual de algumas tribos na África prevê que quando uma mulher está grávida, ela se afasta com as outras mulheres para a selva e lá dançam e rezam até comporem a música do pequeno que vai nascer. A canção é sagrada e acompanhará o ser por toda a vida, será o seu nascimento, casamento, trabalho, sonhos... Se algum dia o indivíduo se afastar de suas convicções, será chamado ao centro da aldeia onde todos cantarão a sua canção e o resgatarão para a sua verdadeira identidade.
De acordo com o ritual, as mulheres se reúnem com a grávida para oferecer a música ao feto.
Depois de muita cantoria, os homens se aproximam e compartilham a música. Forma-se um ventre plural com a alegria da mãe e a emoção do pai. Todos entoam a canção , consagrando a divindade de formar um novo ser e lhe apresentar ao mundo fortalecido com a possibilidade de ter sua identidade cerzida em poesia e melodia.

A escolha do nome dos filhos

Parece muito natural que a escolha do nome de um filho seja simplesmente isso: uma escolha do nome mais bonito. Mas em muitos lugares não é bem assim. Dependendo da cultura, há outros fatores decisivos na escolha do nome.

Por Marie Kreft

Expectativas de futuro

A África é um continente enorme, e há grande diversidade entre a cultura das várias regiões. As famílias levam muita coisa em conta na hora de escolher o nome de um filho, e uma delas é a expectativa que os pais têm para o futuro da criança. Existe a crença de que o nome é capaz de influenciar a vida da pessoa, e não só a dela, mas também a dos parentes.

Muitos bebês africanos recebem dois nomes: um é dado assim que nascem, e o segundo um pouco mais tarde.

Criança da chuva

Na Nigéria, os bebês que nascem na comunidade iorubá recebem um nomeoruku, que descreve as circunstâncias do nascimento. Abegunde, por exemplo, um nome de menino, significa "nascido em um feriado". Bejide é um nome de menina e quer dizer "criança nascida num dia de chuva".

Mais tarde, as crianças iorubá recebem um nome oriki, que indica a expectativa para o futuro. Dunsimi significa "não morra antes que eu" e Titilayo, "felicidade eterna".

Fofinho

Os bebês de tribos quenianas que falam suaíli recebem, quando nascem, um primeiro nome chamado jina la utotoni. É um nome escolhido por um parente mais velho, e normalmente está ligado à aparência da criança. Biubwa, por exemplo, quer dizer "fofinho, macio", e Haidar é considerado um bom nome para um menino que parece "forte e vigoroso".

Cerca de 40 dias depois do nascimento, o jina la ukubwani (o nome adulto) é escolhido pelos pais ou pelos avós paternos.

Nascido numa segunda-feira

Os falantes do idioma akan, em Gana, realizam uma cerimônia sete dias após o nascimento do bebê para lhe dar um nome. O pai do recém-nascido escolhe o nome de um parente querido, na esperança de que a criança cresça e faça jus ao nome. Os nomes akan também têm significados especiais, como Kojo (nascido numa segunda-feira) e Minkah (justiça).

FONTE:http://brasil.babycenter.com/pregnancy/nome/pelo-mundo/ Acessado em 13/05/2010

Na sociedade moderna ocidental, quem não produz, quem não domina os avanços da tecnologia... logo é excluído e taxado de ignorante e inútil. E se tiver idade avançada, o seu destino final é o “asilo dos velhos”, ou, para atenuar um pouco o sentido pejorativo da palavra “velho”, chamam-se estes logradouros de “lar dos idosos”. O artigo que apresentamos, de autoria de Pe. Toninho - PIME, por 19 anos missionário na Costa de Marfim - África, nos ajudará a abrir nossos horizontes para a reflexão sobre os idosos.

O IDOSO É O SÁBIO

Diz o poeta Hampaté Bah, do Mali: “Quando morre um africano idoso, é como que se queimasse uma biblioteca”. Esta frase exprime bem o valor que tem o idoso na sociedade tradicional africana, que tem uma cultura iletrada. O idoso, com a sua sabedoria adquirida nos seus muitos anos de vida, torna-se o transmissor dos valores da cultura tradicional herdada dos seus antepassados.

Essa aula de cultura tradicional é ilustrada sempre através de contos, provérbios ou lendas que se referem aos acontecimentos vividos nos tempos antigos. Constata-se facilmente que a tradição dos antepassados está muito presente na vida do povo, haja visto que, para o africano, é o passado que dá sentido ao presente. O futuro ainda não existe.

Todas as reuniões em nível de comunidade aldeã (julgamento popular, acolhida de uma delegação de visitantes, funerais, celebração da festa da colheita, danças de regozijo…) são ocasiões propícias para transmitir aos presentes a cultura tradicional. O palco para essas reuniões da comunidade aldeã é debaixo de uma árvore bem frondosa, geralmente situada no centro da aldeia.


Um idoso africano dá larvas de cupim à galinha e seus pintinhos, observado pelo Pe. Toninho









Um encontro ou reunião que normalmente duraria meia hora (para nós que somos homens e mulheres apegados ao relógio…), para eles não termina em menos de 2 horas.

Isso porque antes de abordarem o assunto em pauta fazem um preâmbulo de como viveram os antepassados e até mesmo como solucionaram problemas semelhantes. Dessa forma, os idosos são os guardiãs e os transmissores da tradição dos antepassados que, para o povo, é uma lei e a sua observância é sinal de unidade e de vida.

O IDOSO É O CHEFE

O sistema político e social das aldeias é baseado na autoridade do chefe que, com os seus acólitos (grupo de anciãos), tem o dever de dirigir a vida do povo. O chefe da aldeia é sempre um ancião, escolhido da linhagem familiar do antigo chefe (modelo monárquico).

Ele conhece bem a tradição dos antepassados e comanda toda a população da aldeia. Todos, do maior ao menor, escutam bem o que ele diz e a sua autoridade nunca é contestada e nem há indícios de acusação de ser um ditador ou ultrapassado, já que, o que ele diz, vem dos antepassados. Entretanto, no perímetro urbano, esta autoridade do ancião foi abafada pelo poder instituído pela sociedade moderna.

O chefe e seus acólitos têm como missão salvaguardar a tradição dos antepassados, julgar os litígios ou desavenças entre os membros da aldeia, acolher as delegações de visitantes e manter uma boa relação diplomática com as autoridades do governo atual. Os franceses, no período da colonização, instituíram na Costa do Marfim um poder tradicional paralelo (os chamados chefes de cantões), com a finalidade de enfraquecer a autoridade do chefe aldeão e assim explorar mais facilmente a população. Mas, com a independência conquistada em 1960, estes chefes de cantões perderam o seu poder.

Existe várias categorias de chefe:

= chefe da terra
= chefe do sacrifício (religião tradicional)
= chefe de família (grande família )

O chefe da tribo é a autoridade suprema, sendo também chamado de Rei.

A Igreja católica não poderia ficar de fora desta organização aldeã, por isso o responsável da comunidade cristã também é chamado de chefe cristão.

O IDOSO E A MORTE

Diz um provérbio africano: “A morte do idoso não estraga a morte”. Morrer idoso na África é como se ter uma boa morte. O prolongamento dos anos vividos é sinal de que o idoso foi protegido pelos seus antepassados e que doravante ele também irá habitar na “aldeia dos antepassados”.

A idéia da “aldeia dos antepassados” é muito comum na mentalidade africana, isso porque o povo acredita que os idosos que tiveram uma boa morte e um funeral digno de sua reputação continuam interferindo no mundo dos vivos para ajudar, proteger e defender os habitantes da aldeia. Morrer de improviso ou suicidar-se não é sinal de uma boa morte.

O importante é preparar a própria morte e a celebração do funeral. Portanto, é comum constatar que muitos idosos preparam com bastante antecedência a sua morte. Certo dia um idoso chamou-me no quarto dele e, com uma alegria enorme estampada no seu rosto, mostrou-me o seu caixão fúnebre e os tecidos chiques que seriam utilizados no dia do seu enterro.

Uma vez, levaram-me para dormir num quarto escuro, ao entrar não percebi nada de estranho, mas, com o raiar do dia, vi que havia do lado oposto da cama um caixão fúnebre. Perguntei ao dono da casa o porquê daquilo e ele tranqüilamente me disse que aquele caixão estava reservado para o seu pai que já era idoso. Outros até encarregam pessoas para que se ocupem de preparar o ritual do seu funeral após a morte.

O “termômetro” para medir o quanto uma pessoa foi estimada durante a sua vida terrena é baseado na quantidade de pessoas presentes e no fervor da celebração do ritual fúnebre. Quando morre um chefe, a sua morte não é anunciada imediatamente, às vezes passam meses para o anúncio oficial, dando assim tempo para se fazerem os devidos preparativos.

Então, em vista disso, quando alguém morreu, usam a expressão: “o chefe está com dor no pé”. Assim todo mundo sabe que ele já faleceu, mas ainda é proibido falar ou chorar a sua morte. No dia do anúncio oficial, todo mundo deve chorar um pouco, para compadecer-se da morte do chefe. Para exprimir a compaixão de todos os habitantes da aldeia com a morte do seu chefe, os idosos dizem em linguagem proverbial: “A árvore que dá frutos doces, dá também frutos azedos”.

Pe. Toninho Nunes – PIME

PARA REFLETIR

1.º Qual a diferença, no contexto da sociedade atual, entre o idoso brasileiro e o idoso africano?

2.º Comente a afirmação do poeta Hampaté Bah: “Quando morre um africano idoso, é como que se queimasse uma biblioteca”.


Nosso grupo e comunidade está refletindo e fazendo algo pelas pessoas idosas?


FONTE:http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevangincultidoso.htm Acessado em 13/05/2010

Mv bill- o preto em movimento

O DIA DO ORGULHO NEGRO É TODOS OS DIAS!

O 13 de maio é mesmo uma data a ser comemorada?

A data está um pouco desprestigiada desde a década de 1970, quando os movimentos negros brasileiros resolveram instituir um dia da consciência negra para ressaltar o papel dos próprios negros no processo de sua emancipação. Assim, o dia 20 de novembro, que relembra a execução de Zumbi, seria um contraponto ao 13 de maio.

De acordo com essa perspectiva, o 13 de maio seria uma data que representaria a abolição como um ato de "generosidade" da elite branca e transformaria a princesa na personagem principal da libertação dos escravos. Ao contrário, o 20 de novembro, homenageando Zumbi e o quilombo de Palmares, seria um símbolo da resistência e da combatividade dos negros, que, de fato, não aceitaram passivamente a escravidão.

Aos poucos, o dia nacional da consciência negra ganhou prestígio, até ser incluído no calendário escolar brasileiro, pelo artigo 79-B, da lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que incluiu no currículo escolar a obrigatoriedade da temática "história e cultura afro-brasileira". Tornou-se também, segundo a Agência Brasil, um feriado em 225 municípios brasileiros, inclusive São Paulo, a maior metrópole do país.

Comemorar o 13 de maio
A questão que se pode levantar a partir disso é: há ou não motivos para a comemoração do 13 de maio? A efeméride tem, sim, seu valor histórico. Ela comemora a vitória do movimento abolicionista e do parlamento brasileiro. A campanha abolicionista, um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil, ao lado da campanha pelas Diretas Já, atingiu o êxito no exato momento que a princesa Isabel assinou a célebre lei.

Por outro lado, é importante ter em mente que a história trata de fatos do passado, mas as interpretações desses fatos dependem da época em que elas são feitas. O significado dos fatos, portanto, varia de acordo com as gerações de historiadores que se debruçam sobre eles e, também, segundo a ideologia que está por trás de suas interpretações.

Assim, o que se valoriza numa determinada época, pode simplesmente ser considerado menos importante ou até se pôr de lado numa ocasião posterior. Um outro exemplo da história ajuda a esclarecer a questão: a comemoração de 21 de abril, que relembra o martírio de Tiradentes só passou a existir após a Independência do Brasil. Enquanto éramos colônia portuguesa, Tiradentes não era considerado um herói, muito pelo contrário.

Depois da abolição
Enfim, a lei Áurea serviu para libertar 700 mil escravos que ainda existiam no Brasil em 1888 e proibir a escravidão no país. Independentemente disso, não se pode deixar de reconhecer que a abolição não resolveu diversas questões essenciais acerca da inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira. Depois da lei Áurea, o Estado brasileiro não tomou medidas que favorecessem sua integração social, abandonando-os à própria sorte.

Essa dívida social, porém, não pode ser imputada somente à princesa Isabel e à monarquia. A situação social dos negros não melhorou com a República. Sobre isso, o Estado só veio a se pronunciar com mais veemência no ano 2003, com a instituição da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tem desenvolvido projetos visando a inclusão social do negro.

Apesar disso, as estatísticas do IBGE ainda registram grande desigualdade em relação a negros e brancos. Alguns exemplos referentes à educação são bastante significativos. Os dados mais recentes apontam a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais: 8,3% de brancos e 21% de negros.

A média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase seis anos para os brancos e cerca de três e meio para negros. Enquanto 22,7% dos brancos com 18 anos ou mais concluíram o ensino médio, somente o fizeram 13% dos negros.


FONTE:http://www.medio.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1364&Itemid=39 ACESSADO EM 13 DE MAIO/2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sugestão de filme


QUASE DEUSES

Quase
Deuses conta a história verdadeira e emocionante de dois homens que desafiaram as regras em sua época para iniciar uma revolução médica. Na Baltimore dos anos 40, o Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman, de Harry Potter e o Cálice de Fogo) e o técnico de laboratório Vivien Thomas (Mos Def, de Uma Saída de Mestre) realizam cirurgias cardíacas usando uma técnica sem precedentes, atuando como equipe de uma maneira impressionante. Mas ao mesmo tempo em que travam uma corrida contra o tempo para salvarem a vida de um bebê, ambos ocupam diferentes condições sociais na cidade. Blalock é o saudável homem branco que comanda o Departamento Cirúrgico do HospitalJohns Hopkins; Thomas é negro e pobre, um habilidoso carpinteiro.
Quando Blalock e Thomas desbravam um novo campo na medicina,salvando milhares de vidas graças ao processo, as pressões sociais ameaçam minar sua parceria e por um fim à amizade que nasceu entre eles. Vencedor de três prêmios Emmy, incluindo melhor filme de TV.

ELENCO:


Alan Rickman (Alfred Blalock)

Mos Def (Vivien Thomas)

Mary Stuart Masterson (Dra. Helen Taussig)

Kyra Sedgwick (Mary Blalock)

Merritt Wever (Sra. Saxon)

Doug Olear (Michael Saxon)

David Bailey (General)







FONTE:http://www.filmesdecinema.com.br/filme-quase-deuses-4182/ Acessado em 12/05/2010

Nat Benchley (Karsh)

Gabrielle Union (Clara Thomas)

Dave Trovato (Dr. Harmel)

Jonathan Watkins (Dr. Kelvin)

Douglas Watson (Dean Hamilton)

Revolta dos Malês: insatisfação contra a escravidão e imposição religiosa


Introdução

A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de
Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.

Causas e objetivos da revolta

Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica.

Desenvolvimento da revolta

De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.

Fim da revolta

Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram. No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a
África).

O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.

Curiosidade:

- O termo “malê” é de origem africana (ioruba) e significa “o muçulmano”.


FONTE:http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_dos_males.htm ACESSADO EM 12/05/2010

Navegando na internet encontrei este trabalho maravilhoso e resolvi compartilhar com vocês.
O título do trabalho é:

Contribuição dos povos africanos para o conhecimento científico e tecnológico universal

O site é:
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/documentos/contribuicao-povos-africanos.pdf

MÃE ÁFRICA E CIVILIZAÇÃO

Na versão corrente da história da filosofia, da ciência e da civilização ocidental, elas brotam subitamente na Grécia antiga, como se não tivessem raízes anteriores no Egito, cujas pirâmides são frutos da construção, ao longo de vários milênios, de um profundo e desenvolvido conhecimento humano. Os hieróglifos egípcios e seus antecedentes constituem o primeiro sistema de escrita, e o calendário do Egito antigo era mais exato do que o moderno. O sistema dos mistérios continha os principais elementos da ética e arrazoados sobre a vida em sociedade. Os egípcios manipulavam uma adiantada matemática abstrata desde treze séculos antes de Euclides: identificavam o valor de pi com uma exatidão sem precedentes; calculavam ângulos à precisão de 0,07º; desenvolviam sofisticadas técnicas e teoremas na matemática, geometria e engenharia.
Hipócrates, o médico grego, é tido como fundador da medicina, quando dois milênios e meio antes os egípcios Atótis, Imhotep e seus sucessores desenvolviam os fundamentos de uma medicina objetiva e cientifica. Datada de 2.600 a.C., o papiro Smith, contém capítulos sobre doenças intestinais, hemintiase, oftalmologia, dermatologia, ginecologia, obstetria, diagnóstico de gravidez, odontologia, e o tratamento cirúrgico de abscessos, tumores, fraturas e queimaduras. Esses egípcios iniciavam o conhecimento da farmacologia, patologia e anatomia, das técnicas de assepsia, hemostasia por cauterização, suturas, antissepsia com sais minerais, e vários outros tratamentos e curas.
Não podemos expor aqui os conteúdos do conhecimento e os avanços tecnológicos alcançados pela civilização egípcia. Cumpre registrar a tentativa de seu aniquilamento nos anais de uma História vista e projetada através de uma lente que apresenta o “milagre grego” como início prístino do desenvolvimento do conhecimento.
Outra forma de negação do legado africano é a insistência em caracterizar a civilização egípcia como realização de outros povos, invasores do norte, ou ainda a persistente negação da identidade africana e negra dos egípcios. A obra de Cheikh Anta Diop, referência básica do resgate desse legado civilizatório, restabelece essas verdades por meio de rigorosa pesquisa cientifica.

O desenvolvimento tecnológico africano

Tais conquistas não se restringem apenas ao Egito. As tecnologias de mineração e metalurgia, a agricultura e a criação de gado, as ciências, a medicina, a matemática, a engenharia, a astronomia, enfim, todo um cabedal de reflexão e conhecimento caracterizava o desenvolvimento dos estados africanos. Em 1879, um cirurgião inglês visitava a região do atual país de Uganda, e registrou uma cesariana feita por médicos do povo banyoro, demonstrando profundo conhecimento dos concertos e técnicas de assepsia, anestesia, hemostasia, cauterização, e outros aspectos da medicina. Praticava‑se, a remoção de cataratas oculares através de cirurgias, e tumores cerebrais eram operados no Egito, há mais de quatro milênios.
A astronomia é um destaque do saber africano. No Quênia, ao lado do Lago Turkana, os restos de um observatório astronômico semelhante a Stonehenge, na Inglaterra. Um sistema de calendário complexo e preciso foi desenvolvido até o primeiro milênio a.C. na África oriental, com base nos cálculos astronômicos. Os dogon, que viveram nas terras do antigo império de Mali, perto da capital universitário de Timbuktu, detém uma concepção moderna do universo e com conceito extremamente complexo da astronomia. Desde há seis séculos, eles já conheciam o sistema solar, a Via Láctea com sua estrutura espiral, as luas de Júpiter, e os anéis de Saturno.
Sabiam da natureza deserta e infecunda da lua, e muito antes que o ocidente conseguisse observá-lo com a ajuda de sofisticados aparelhos, conheciam o pequenino satélite da estrela Sírio B, invisível ao olho nu. Denominavam‑no PoTolo, e desenhavam, com exata precisão, a sua órbita elítica em torno de Sírio. Projetaram corretamente a sua trajetória até o ano 1990, em desenhos que conferem precisamente com o curso projetado pela astronomia moderna.
No campo da metalurgia, há vários exemplos como o dos haya, povo de fala banta habitante de uma região da Tanzânia perto do lago Vitória. Há dois mil anos, produziam aço em fornos que atingiam temperaturas bem mais altas do que fossem capazes os fornos europeus até o século XIX. Com base na tradição oral, a antiga tecnologia de fundição foi reproduzida fisicamente, confirmando sua eficácia.
Monomatapa, em Zimbábue, é outro exemplo da tecnologia aplicada na África antiga. Capital de um império que durou trezentos anos, sua construção significa uma verdadeira façanha de engenharia, encerrando uma cidade murada do dez mil habitantes. Estudiosos atribuíram sua construção a povos exógenos à África, e até a extraterrestres. Entretanto, o esforço de negar à África a sua autoria foi em vão, e este se agrega a outros incontáveis exemplos do
desenvolvimento tecnológico na África tradicional.


Elisa Larkin Nascimento
*Doutora em psicologia pela USP e Mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque. Co‑fundadora do IPEAFRO (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro‑Brasileiros).
Coordenou o Setor de Ensino do Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro‑Americanos da UERJ.

FONTE:http://afrobrasileira.multiply.com/journal/item/8 ACESSADO EM 12/05/2010

13 de maio: Comemorar o que?

O Brasil, ultimo país a abolir a escravidão nas Américas, aquele que explorou aproximadamente 4 dos 10 milhões de africanos que foram trazidos para exercer trabalho escravo desse lado do Atlântico, possui hoje o maior número de população negra fora do continente africano.

Estamos aqui para falar das negros como sujeitos políticos no período de escravidão. Todo mundo sabe que no Brasil existiu mais de três séculos de exploração, violência e desumanização dos não brancos pela colonização européia, mas o que a história não conta é que os negros também eram agentes frente às formas de opressão, que não eram "coisa", e sim "ser" diante do sistema escravocrata.

Antes da chegada do 13 de maio, a população negra organizou diferentes movimentos de resistência, através da formação dos quilombos, das irmandades, dos trabalhos urbanos, rebeliões nas senzalas, além das diversas revoltas: Malês, Balaiada, Sabinada, entre outras, e foram protagonistas da primeira tentativa de independência no país, através da formação do Quilombo de Palmares, este que sobreviveu mais de 100 anos como um Estado organizado e independente, derrotou por diversas vezes o exército colonial, até que, depois de diversas tentativas, foi invadido e vencido covardemente em 1695 pelo exército de Domingos Jorge Velho.

Vale lembrar que as mulheres negras tiveram papel fundamental nesses movimentos de resistência negra, exercendo papel de líderes, estrategistas, guerreiras, informantes e organizaram as alternativas criadas pelos negros frente ao Estado colonial.

A população negra dinamizou a história do Brasil, não aceitando a condição de escravizada, estabeleceu contra-movimentos e foi conquistando aos poucos sua liberdade, seja através de fugas, ou através da compra de cartas de alforria, e no 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel assina a leia Áurea, apenas 5% da população negra ainda exercia trabalho escravo. No entanto, é dado o ônus pelo fim da escravidão a princesa boazinha que "libertou os negros", e nada se fala da luta dos negros pela sua liberdade. A lei áurea foi uma estratégia para desmobilizar a população negra que, a exemplo do Haiti, em algum momento, através das explosões constantes de rebeliões, tomaria o Estado brasileiro. Além disso, o processo de industrialização no país exigia a passagem do trabalho escravo ao trabalho livre, só assim o empregador poderia comprar a força de trabalho de acordo com as suas necessidades, e quando contratada, custaria os meios de subsistência do trabalhador.

O que aconteceu a partir de 14 de maio de 1888? A população negra não foi indenizada pelos três séculos e meio de escravidão, as senzalas sobem para os morros, onde hoje se localizam as favelas. A partir de então a imigração européia é incentivada para o Brasil, a fim de ocupar os postos de trabalho assalariado e embranquecer o país, havia até quem acreditasse que em 100 anos não haveriam mais negros no Brasil, e olha nós aqui. Mesmo reconhecendo que estes novos imigrantes foram explorados na venda da sua força de trabalho, eles estavam em condições favoráveis em relação à população negra, através das políticas de doação de terras e moradias que os eram direcionadas, além de serem priorizados nos postos de trabalho.

Por isso hoje, mesmo a lei áurea tendo marcado "oficialmente" a passagem do negro da condição de escravo a cidadã(o), o que não garantiu nenhum direito da cidadania brasileira a esta parcela da população, que até os dias de hoje encontra-se em condições extremamente desiguais em relação a população branca, o movimento negro no Brasil não comemora o dia 13 de maio, mas tornou essa data o DIA NACIONAL DE DENÚNCIA CONTRA O RACISMO, e comemora o dia 20 DE NOVEMBRO COMO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, dia em que morreu Zumbi dos Palmares, mais um dia de luta para a luta de todos os dias.

Hoje, 122 anos após a abolição inacabada, não temos o que comemorar. Queremos nossas carteiras de trabalho assinadas, queremos ações afirmativas nas universidades, queremos punições contra os crimes de racismo, e colocamos o Estado brasileiro no banco dos réus. - Cotas já!

Jaqueline Lima Santos, é pós graduanda em Antropologia na Unesp, é militante do MNU-SP.

FONTE: http://www.geledes.org.br/noticias-direitos-humanos/13-de-maio-comemorar-o-que.html

Como não falar em diversidade?

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto, nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na intimidade. In: NOVAIS, Fernando A. (coord.). História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea (volume 4). São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 173-243.



domingo, 9 de maio de 2010

Pele encarquilhada carapinha branca

Gandôla de renda caindo na anca

Embalando o berço do filho do sinhô

Que há pouco tempo a sinhá ganhou

Era assim que mãe preta fazia

Criava todo o branco com muita alegria

Porém lá na sanzala o seu pretinho apanhava

Mãe preta mais uma lágrima enxugava

Mãe preta, mãe preta

Enquanto a chibata batia no seu amor

Mãe preta embalava o filho branco do sinhô



Duo Ouro Negro


Poema de Matheus Nunes (Caco Velho)


Fonte:http://quioca.multiply.com/journal/item/73/73

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lindo Projeto!

Pessoal,
Bacana a iniciativa!. Faça sua ação de amor. Faz muito bem!!!

Deixe o seu carinho.
Recebi esse projeto e achei muito sublime e humano da parte de quem o
criou...
Então se tiveres um tempinho, doe um pouquinho de sua arte de versar algumas palavras
a esses irmãos especiais...

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte que cuida de doentes de câncer,
lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS".
Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.
Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/ , escreve uma mensagem
de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os
pacientes que estão fazendo o tratamento.
Pessoal, é muito linda a reação de esperança dos pacientes. Participem, sempre que te sobrar um tempinho....as mensagens são em tempo real diariamente num telão do hospital...

sábado, 1 de maio de 2010

PROVÉRBIOS ANGOLANOS


KANAMA OBÁ!

Kanama obá, katako kabe!
São as pernas
(andando) que dão, as nádegas (por apenas ficarem sentadas) não dão!
> O mesmo que "é andando que se consegue" ou "barco parado não ganha frete"!

Kanama obá, katako kabe!

Ú UOTELELA SANJI LI UILO UÊ

Nas comunidades rurais de Angola, onde os aldeões têm sempre animais de pequeno porte (galinhas, cabras, ovelhas, porcos) para brindarem aos seus visitantes (relevantes) é habitual o anfitrião mandar toda a galinha (cozida) à mesa do(s) visitante(s), aguardando, porém, pelo que restar do repasto.

A leitura do adágio em epigrafe é: "quem brinda ao visitante uma galinha (ou outro animal) também tem vontade de comer carne".

> É preciso não abusar da hospitalidade, tão pouco da bondade.

Ú UOTELELA SANJI LI UILO UÊ

Sabedoraia ambundu

KALUMBUNGU LIEBUÉ-LIEBUÉ?

É outra das adivinhas, carregadas de ensinamentos orais, que só se aprendem no Jango, com os mais velhos da aldeia.

A pergunta KALUMBUNGU LIEBUÉ-LIEBUÉ responde-se com:
Uenda dikanga dimeneke!
O mesmo que:
Quem vai distante tem de madrugar!

Sabedoria ambundu


QUER MAIS? ACESSE O BLOG http://canhanga.blogspot.com/